terça-feira, 24 de março de 2009

Recortes de um Brasil formador...


Estavam duas formadoras em seu caminho árduo de engolir estradas (PA’s, BR’s...) no intuito de levar a professores em lugares distantes dos grandes centros urbanos, a formação e qualificação para o uso das tecnologias em educação, quando se depararam com mais uma situação inusitada (acho que vou construir um blog só de histórias inusitadas das viagens pelo Pará afora).

Antes de sua partida, as formadoras ligam para as escolas para confirmar a presença dos educadores, as condições das salas de informáticas e enfim, quaisquer dificuldades que possam vir a ser contornadas por nós para viabilizar o curso.

Desta vez, ao chegarmos na localidade de Taciateua, distante 18 km do município de Santa Maria do Pará, encontramos a escola em reformas, com seu laboratório de informática sem as condições físicas adequadas para ministrar o curso. No entanto, no contato anterior, havíamos sido informadas pelo diretor da escola que os computadores estavam instalados. Conversa-vai-conversa-vem descobrimos o problema da comunicação: em sua extrema angústia para ver a reforma de sua escola concluída, o diretor não mencionou pelo contato telefônico que a sala de informática estava sem instalação elétrica, sem forro e outros detalhes imprescindíveis para o bom funcionamento da sala!!! Sua intenção era que nós víssemos in loco como estava a escola e assim pudéssemos interceder pela mesma junto à SEDUC. Depois de exercitar a compreensão para com a angústia do próximo (já eram 18:20hs, estávamos vindo de um dia inteiro de trabalho, ministrando curso em São Miguel do Guamá e Santa Maria – “Seriam as fomadoras astronautas?”) indicamos as pessoas a quem poderia se dirigir para resolver seus problemas e decidimos pegar a estrada de volta para Castanhal, às 18:50 hs, por baixo de uma chuva torrencial – no Pará isso é uma raridade!!!-, comendo bananas (yes!!!) e pensando em como é sacerdotal a profissão do educador em nosso pais...

Um comentário:

  1. Chuva e bananas nos caminhos de Taciateua! Surreal! Sim, a profissão de educador é um sacerdócio, isso é indiscutivel; mas vejo nesta equipe de desbravadoras do NTE Castanhal, mais que sacerdotisas, sacrificio vivo em prol da educação. Que os deuses sejam generosos em suas recompensas.Vcs merecem!

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